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A Nanoexposição foi realizada pela primeira vez na galeria carioca Arte em
Dobro. Esta exposicão segue em itinerância por outros estados brasileiros
e pelo exterior. Em cada exposição, os artistas são convidados a produzir
obras com o mínimo de meios e o máximo de potência conceitual e poética.
Em um cenário artístico onde as obras aparentam estar contaminadas com a
grande escala, a Nanoexposição faz uma provocação inversa: produzir arte
que explore as questões de
visibilidade, mobilidade e tecnologia.
Com o nano-formato, trazemos o espectador a um espaço de observação
diferenciado. Essa ‘invisibilidade metafórica’ quer provocar nele a
atração e a pesquisa, construindo desta forma sua leitura pessoal da obra
analisada a partir de um mínimo de informação visual. Fragmentado pela
miniaturização mas ainda assim completo e repleto de poesia singular, seu
aspecto reduzido suscita também o jogo lúdico do pequeno objeto portátil,
que seduz o colecionador. É o espaço da intimidade e
do oculto, cuja potência está em ser decifrado como se fossem símbolos
desenhados ou escritos à espera do encantamento da descoberta.
Como parte do conceito expositivo, em cada cidade por onde passa a
Nanoexposição, artistas são convidados a unirem-se ao time por um curador
local, e a outra parte é trazida de outras cidades brasileiras.
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