NESTA EDIÇÃO:
Victor Lema Riqué na Heiko Mehnert, Alemanha
Leda Catunda e Paulo Nenflídio na Fortes Vilaça, São
Paulo
Eliane Prolik na Valu Oria, São Paulo
Fake na 90 Arte Contemporânea, Rio de Janeiro
N Múltiplos na Arte 21, Rio de Janeiro
Projeto Atos Visuais 2006 na Funarte, Brasília
SALÕES&PRÊMIOS Inscrições e informações para o
artista: Rumos Arte Cibernética 2006
REDE forum_governanca_internet
Funcionamento
do Canal / Canal
functioning
Envio
de conteúdo / Content
submission
Contato
/ Contact
Para
deixar de receber os e-nformes / To
quit our mailing list
Ñhuellasí
Victor Lema Riqué
El bosque
9 de novembro, quinta-feira, 19h30
Heiko Mehnert -
theBOBCURTIZmovement
Stuttgarter Platz 15, D-10627, Berlim - Alemanha
+49-0-30-32701733 ou hmehnert@bobcurtiz.com
www.bobcurtiz.com
Segunda a sexta, 10-18h; sábados, 10-17h
Exposição até 12 de janeiro de 2007
Enviado por Victor
Lema Rique tormenta@regularcoffee.com.br
volta ao topo
Leda Catunda
Paulo
Nenflídio
Protótipos
9 de novembro, quinta-feira, 20-23h
Galeria Fortes Vilaça
Rua Fradique Coutinho 1500, São Paulo - SP
11-3032-7066 ou galeria@fortesvilaca.com.br
www.fortesvilaca.com.br
Terça a sexta, 10-19h, sábados, 10-17h
Exposição até 8 de dezembro de 2006
Sobre a exposição de Leda Catunda
Sobre a exposição de Paulo Nenflídio
Enviado
por Imprensa - Fortes Vilaça imprensa@fortesvilaca.com.br
volta ao topo

Corpos Ditos (foto: Gilson Camargo)
Eliane
Prolik
Ditos
9 de novembro, quinta-feira, 19h30
Valu Oria Galeria de Arte
Al Casa Branca 1130, 1º andar, São Paulo - SP
11-3083-0811 / 3083-0173 ou valuoriagaleria@ig.com.br
Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 11-14h
Exposição até 2 de dezembro de 2006
Enviado por Valu
Oria Galeria valuoriagaleria@ig.com.br
volta ao topo
Fake
André Parente, Caetano Dias, Camille Kachani, Claudia Hersz, Grupo DOC
(Isabel Lofgren, Marco Antonio Portela, Mauro Bandeira e Patricia
Gouvêa), Grupo Hapax, Heleno Bernardi, Hilal Sami Hilal, Lau Caminha,
Marcos Bonisson, Simone Michelin, Walton Hoffmann, Yuri Firmeza
9 de novembro a 2 de dezembro de 2006
Galeria 90 Arte
Contemporânea
Rua Marquês de São Vicente 90 / 101-B, Gávea, Rio de Janeiro - RJ
21-2529-6588 / 21-2513-7144 ou galeria90@terra.com.br
www.grupodoc.net
Segunda a sexta, 14-19h; sábados, 12-17h; a Galeria 90 fecha aos
domingos e feriados
Enviado por Wagner Vall wagnervall@terra.com.br
volta ao topo
N
Múltiplos
Antonio Dias, Carlos Vergara, Daniel Feingold, Eduardo Sued, Ernesto
Neto, Georg Dokoupil, Jac Leirner, José Damasceno, José Pedro Croft,
Laura Vinci, Leda Catunda, Luiz Zerbini, Maria Carmem Perlingeiro,
Mariana Manhães, Mário Cravo Neto, Niura Bellavinha, Nuno Ramos, Paulo
Jares, Paulo Vivacqua, Roberto Cabot, Ronaldo Grossman, Thiago Rocha
Pitta, Waltercio Caldas
Curadoria de Ligia Canongia
9 de novembro, quinta-feira, 19h
Arte 21 Galeria
Av Atlântica 4240 sala 123, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio
de Janeiro - RJ
21-2227-7280 ou contato@arte21galeria.com.br
www.arte21galeria.com.br
Segunda a sexta, 10-20h; sábados, 11-18h
Exposição até 27 de janeiro de 2007
Leia o texto de Ligia Canongia
Enviado por Bia Caillaux beatriz@cwea.com.br
volta ao topo
Projeto
Atos Visuais 2006
André Venzon
Fernando Augusto, Juza Graça, Luiz Rodolfo Annes, Márcio Monteiro, Vitor Mizael
Comissão julgadora: Adolpho Montejo Navas, Elyeser Szturm e Guilherme Bueno
9 de novembro, quinta-feira, 18h30
Galerias da Funarte -
Galerias Marquise e Fayga Ostrower
Eixo Monumental Setor de Divulgação Cultural Lote 2, Brasília - DF
61-3223-2441 / 3322-2029 ou artesvisuaisbrc@funarte.gov.br
www.funarte.gov.br
Segunda a domingo, 9-21h
Exposição até 10 de dezembro de 2006
Enviado por Assessoria de
Comunicação Funarte ascom3@funarte.gov.br
volta ao topo
SALÕES&PRÊMIOS
Rumos Arte Cibernética 2006
Apoio à Produção de Obra em Arte e Tecnologia: Arte computacional,
Instalações interativas, Arte em rede, Arte robótica, Arte com
videogames, Instalações de música interativa
Apoio à Pesquisa Acadêmica: Linguagem interativa, Metodologias, Poética
de sistemas interativos, Estética de sistemas interativos, Ferramentas
de desenvolvimento
Inscrições até 14 de dezembro de 2006
Itaú Cultural
Av. Paulista 149, estação Brigadeiro do metrô, São Paulo - SP
11-2126-7521 ou atendimento@itaucultural.org.br
www.itaucultural.org.br/rumos2006
Informações para o artista sobre o custo-benefício de editais
As informações abaixo,
todas de caráter objetivo, copiadas do edital, servem para ajudar o
artista iniciante a decidir sobre a sua participação no evento em
questão. Leia
sobre esta iniciativa do Canal no Salões&Prêmios.
PRÊMIOS:
- Serão contemplados até oito projetos na carteira de Apoio à Produção
de Obras em Arte e Tecnologia - sendo até cinco projetos no valor de R$
20 mil e até três projetos no valor de R$ 40 mil -, e até cinco
projetos na carteira de Apoio à Pesquisa Acadêmica.
CONTRAPARTIDA PARA
INSCRITOS:
- Nenhuma
CUSTOS OPERACIONAIS:
INSCRIÇÃO:
- Os materiais abaixo deverão ser remetidos pelo correio - como
correspondência registrada e com aviso de recebimento:
Apoio à Produção de Obra em Arte e Tecnologia: O candidato deverá
obrigatoriamente enviar um descritivo da obra inscrita, que contenha:
título e conceito; esboço/croqui; especificações técnicas; detalhamento
dos materiais e/ou equipamentos; previsão orçamentária; e cronograma de
execução. Opcionalmente o candidato poderá enviar juntamente com o
descritivo da obra um demonstrativo (“demo”), em suporte de mídia
digital (DVD/CD-ROM).
Apoio à Pesquisa Acadêmica: O candidato deverá enviar um resumo do projeto de pesquisa, que contenha os seguintes tópicos: título, objeto, justificativa, quadro teórico de referência, metodologia, sumário de pesquisa e referências bibliográficas
DEVOLUÇÃO DOS DOSSIÊS
- Os materiais enviados para inscrição não serão devolvidos, sob
qualquer hipótese
DIREITOS
- O Itaú Cultural solicitará 2 (dois) anos de exclusividade para a
eventual exibição das obras que forem selecionadas.
- Pela adesão ao presente regulamento, todos os participantes do projeto contemplado ficam cientes e concordam em apresentar os documentos pessoais que lhes forem exigidos por ocasião da premiação, e, desde já, autorizam o Itaú Cultural a utilizar suas imagens e seus currículos, podendo, inclusive, autorizar que terceiros utilizem esses dados, para exibição em mídia impressa e internet, exclusivamente para a divulgação do programa Rumos e de sua premiação. A utilização ora prevista não tem limitação temporal ou numérica e é válida para o Brasil e o exterior, sem que seja devida nenhuma remuneração, a qualquer título.
- O Itaú Cultural poderá divulgar todas as etapas deste programa em qualquer mídia, inclusive internet.
- Os participantes também se comprometem - caso selecionados - a assinar uma Licença de Direitos Autorais para utilização pelo Itaú Cultural da obra ou publicação contemplada para determinadas modalidades de uso, sempre no âmbito do programa Rumos Itaú Cultural, bem como uma Autorização de Uso de suas Imagens e Vozes ao Itaú Cultural, de forma gratuita e por tempo ilimitado.
- Ao inscreverem seu projeto os participantes declaram a inexistência de plágio na obra e/ou projeto de pesquisa inscrito, bem como asseguram a não-utilização indevida de obras de terceiros, assumindo integralmente a autoria das mesmas; respondendo exclusivamente por eventuais acusações de plágio, pleitos ou reivindicações que envolvam direitos autorais de terceiros; e inclusive indenizando o Itaú Cultural regressivamente caso seja acionado e/ou condenado.
Saiba mais sobre o Prêmio, leia o edital completo e publique seu comentário no Salões & Prêmios
REDE
forum_governanca_internet
UNESCO debate riscos de fragmentação da internet e para a liberdade de expressão no ciberespaço no Fórum sobre Governança da Internet
Como evitar a fragmentação da internet, garantir o livre fluxo de informação no ciberespaço e respeitar o direito humano básico de liberdade de expressão na web. Estas são algumas das questões cruciais a serem tratadas na primeira reunião do Fórum sobre Governança na Internet, que será realizada em Atenas de 31 de outubro a 2 de novembro de 2006.
“A revolução da internet, que permite inúmeras pessoas de todos os estilos de vida comunicar, trocar informação e idéias além das barreiras geográficas, sociais e culturais, oferece um potencial sem precedentes para o desenvolvimento de indivíduos e comunidades”, observa o Diretor-Geral da UNESCO Koichiro Matsuura.
Entretanto, ele alerta: “Esse potencial, que já melhorou as vidas de tantas pessoas em todo o mundo, depende da abertura e do respeito pelos direitos humanos. A internet não cumprirá sua função se questões políticas e problemas técnicos, como a definição de nomes de sítios de internet, forem usados para erguer barreiras intransponíveis no ciberespaço, impedindo as pessoas de exercer a liberdade de expressão e de escolher livremente a informação que desejam compartilhar.”
A UNESCO organizará três oficinas sobre esses assuntos no Fórum sobre Governança na Internet.
Em 31 de outubro, a oficina da UNESCO “Rumo à Internet global e multilingüística: evitando o risco da fragmentação”, será organizada em conjunto com a ICANN e a Autoridade Reguladora Nacional das Telecomunicações do Egito e focará os esforços para garantir que a internet mantenha-se aberta e global, permitindo o uso de scripts diferentes, notadamente a criação de nomes de domínios em idiomas não-latinos. A questão ganha importância com a quantidade crescente de conteúdo não-latino na internet, o que resulta em maior demanda por nomes de sítios nesses idiomas. Essa demanda deve ser conciliada com a necessidade de se manter uma comunicação integral entre todas as partes do ciberespaço, evitando sua fragmentação em redes de script incompatíveis.
Também em 31 de outubro, a UNESCO e o Projeto Governança na Internet (IGP), um consórcio interdisciplinar de acadêmicos com experiência em governança internacional, política na internet e tecnologias de informação e comunicação (TICs), organizarão a oficina “Filtragem de conteúdo e liberdade de expressão”. O evento reunirá representantes de grupos de defesa da liberdade de expressão, acadêmicos e outros agentes, como provedores de serviços e equipamentos de internet, de diferentes partes do mundo. Eles examinarão regulação de conteúdo por governos por meio de legislação e de barreiras técnicas (como filtros). Os participantes também explorarão formas de conciliar as diferenças entre países com entendimentos legais diferentes sobre conteúdo aceitável, maximizando a liberdade.
No dia 1º de novembro, a oficina “Abertura no Ciberespaço: os desafios da liberdade de expressão” buscará definir meios para garantir o livre fluxo de informação em uma internet aberta e transparente. As questões a serem examinadas incluem: como desenvolver modelos inclusivos, participativos e abertos no ciberespaço; mecanismos regulatórios nos níveis nacional e internacional; reforço da confiabilidade na internet; proteção da privacidade e dos direitos individuais; e promoção da abertura indispensável para a criação de sociedades do conhecimento inclusivas.
Desde a sua criação há 60 anos, a UNESCO tem se preocupado com a promoção do livro fluxo de idéias por palavra e imagem. Ao fim da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (CMSI, em Tunis, 2005), o Compromisso e a Agenda de Tunis para a Sociedade da Informação reconheceram que a liberdade de expressão e o livre fluxo de informação, idéias e conhecimento são essenciais para a sociedade da informação e o desenvolvimento, juntamente com acesso à informação, respeito à diversidade cultural e lingüística e ao papel da mídia. A CMSI também convidou a UNESCO para contribuir para o desenvolvimento de: capacitação, acesso à informação e ao conhecimento, educação eletrônica, ciência eletrônica, diversidade cultural e lingüística e conteúdo aberto, mídia, dimensões éticas da sociedade da informação e cooperação internacional e regional.
Diversidade cultural e lingüística
TEXTOS DO E-NFORME
Victor Lema Riqué na Heiko Mehnert - theBOBCURTIZmovement
A exposição consiste de 12 pinturas realizadas com carvão e tinta acrílica sobre papel e de seis vídeos dirigidos em parceria com Ondina Castilho. O projeto “El Bosque” é uma livre interpretação do texto “99% de Umidade e Algumas Moléstias Lombares”, escrito pelo artista em 2005 e recentemente publicado para a mostra coletiva, “30 artistas na Biblioteca”, na Biblioteca Pública Adelpha Figueiredo, em São Paulo, Brasil.
O BCM (theBOBCURTIZmoviment) é uma agência-galeria de arte conceitual que existe desde os anos noventa. O espaço de projetos em Stuttgarter Platz serve de plataforma para artistas, sobretudo artistas conceituais de arte contemporânea. Em 2004 realizou-se a primeira mostra neste espaço. Em 2005, agregou-se um novo espaço no Schneberger Ufer próximo à Neue Nationalgalerie, onde também se organizam exposições multimídias. A mostra com o artista Victor Lema Riqué, inaugura um ciclo de cooperações com diversos artistas cujo nome é “Ñhuellasí”. Além de pinturas e vídeos de Victor Lema Riqué, será também apresentada uma obra em conjunto com o artista alemão Heiko Mehnert.
A Galeria Fortes Vilaça apresenta trabalhos inéditos de Leda Catunda. Oito pinturas-objetos de grandes dimensões, produzidas em 2006, compõem a mostra e confirmam a singularidade do trabalho da artista.
As pinturas-objetos possuem formas de gotas e gomos e são feitas a partir de procedimentos próximos aos da colagem. Materiais moles, ricos em texturas e de cores intensas são sobrepostos, entrelaçados, recortados e pintados. O resultado é volumoso e estufado, extrapolando o plano da superfície pictórica.
A artista explora a materialidade de suas pinturas em busca do que denomina poética da maciez. O amolecimento das formas de suas criações decorre da soma das propriedades dos materiais que utiliza com os desenhos e estampas neles preexistentes. A apropriação destas imagens ilustrativas prontas tornou-se uma espécie de marca registrada da artista e representa o único elemento figurativo de seu trabalho.
Leda Catunda escolhe imagens não agressivas e despretensiosas de coisas comuns, como palmeiras, lagos, flores e utiliza também fotografias, de sua própria autoria, de pessoas anônimas em cenas cotidianas. O uso destas imagens comuns evidencia um lado crítico de sua produção, no qual propõe uma reflexão acerca da atual proliferação de imagens e sua conseqüente exaltação, além de resgatar e ao mesmo tempo atualizar tecnologicamente o retrato como função tradicional da arte.
Extremamente orgânicas e femininas, as pinturas-objetos de Leda Catunda são uma congregação de cores e materiais, um fértil diálogo entre pintura, escultura, desenho e mídia impressa.
Leda Catunda já participou de três Bienais Internacionais de São Paulo.
Paulo Nenflídio na Fortes Vilaça
A Galeria Fortes Vilaça apresenta Protótipos de Paulo Nenflídio, primeira exposição individual do artista em uma galeria paulistana. Estão incluídos na mostra três objetos sonoros inéditos e uma série de desenhos feitos sobre lona.
Nenflídio explora de forma inovadora o elo entre artes visuais, música e tecnologia. Suas engenhocas – como gosta de chamá-las - podem emitir diferentes tipos de sons de forma autônoma ou a partir de estímulos do vento, das mudanças de luz ou da participação do espectador. O artista trabalha conceitualmente com dicotomias que surgem da mistura do trabalho manual com tecnologia, unindo o local ao global, o objeto único ao industrializado, a cultura popular à cultura de massa. Realejo Heavy Metal adiciona humor a estas questões na forma de um realejo que toca heavy metal. Rico em soluções escultóricas, Estudo para Gerador de Música emite sons de forma autônoma de acordo com diferentes combinações pré-ajustáveis.
Dentre os objetos sonoros, Protótipos é talvez aquele com mais referências à história da arte e da música. O trabalho é composto por duas luvas que possuem sensores de luz e captadores de ondas eletromagnéticas e uma base de madeira, na qual estão emissores de sons. Quando as luvas são vestidas, o objeto emite o som do instrumento Theremin, inventado no início do século XIX.
Nos desenhos, o artista recorre a um repertório visual técnico-eletrônico de peças, cabos e parafusos, explorando o contraste entre manual e industrial ao usar a lona rústica como base para estas imagens.
Além da exposição na Galeria Fortes Vilaça, Paulo Nenflídio participa também da mostra Geração da Virada no Instituto Tomie Ohtake. O artista foi um dos ganhadores da quinta edição do Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia em 2005.
A Valu Oria Galeria de
Arte tem o prazer de apresentar novos trabalhos de Eliane Prolik. A
artista, que não expõe na galeria desde 1999, apresenta uma série de
novos trabalhos em linho, labirinto e crivo e objetos em metal.
A matéria prima da escultura são palavras, que se materializam em
crivos feitos à mão por artesãs de Santa Catarina. Técnica morosa de
bordado, em que o tecido é primeiro desfiado para depois ser refeito,
utilizando o ponto de labirinto, o crivo é posto posteriormente pela
artista a serviço de desconstruir frases feitas e usuais.
Eliane Prolik, que também está mostrando seu trabalho na Paralela//06
até 19 de novembro, é uma artista que tem um excelente percurso, tendo
participado, entre outras exposições, de 2 Bienais de São Paulo e
recebido em 1995 o Prêmio Panorama do MAM-SP.
Depois de levar a Nanoexposição, em 2005, para cinco capitais brasileiras (Rio, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Vitória) e para a Feira de Arte de Bogotá (Colômbia), o Grupo DOC, formado pelos artistas Isabel Lofgren, Marco Antonio Portela, Mauro Bandeira e Patricia Gouvêa, apresenta a exposição Fake na Galeria 90 Arte Contemporânea.
A coletiva vai reunir fotografias, instalações, vídeos, intervenções sonoras, performances, esculturas, entre outros, dos artistas André Parente, Caetano Dias, Camille Kachani, Claudia Hersz, Grupo Hapax, Heleno Bernardi, Hilal Sami Hilal, Lau Caminha, Marcos Bonisson, Simone Michelin, Walton Hoffmann, Yuri Firmeza, além dos 4 integrantes do Grupo DOC. O DOC lançou um desafio aos artistas convidados: todos receberam um texto com as possíveis definições para o termo “fake” (anexo) e cada um reagiu à seguinte pergunta: "O que significa a verdade para você?"
A proposta da coletiva Fake é trabalhar com o conceito do falso que se traduz em imitação da verdade e sua falha em perceber o real. Diferentemente de falsificação, Fake trabalha os enganos da percepção, com a dissimulação das aparências, seja no sentido conceitual ou contextual.
Desta forma, pensar uma obra de arte Fake significa, entre outras coisas, caminhar na contramão dos modelos ideológicos propostos pelas instituições de arte. Questionando os modelos instituídos, a exposição propõe aos artistas e ao público uma reflexão sobre as ideologias relacionadas à originalidade na obra de arte.
Em grego, verdade se diz aletheia e significa não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso. Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. A verdade está na própria realidade e depende de que a realidade se manifeste, enquanto o falso depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.
O falso se refere à aparência superficial e ilusória das coisas e surge quando não conseguimos alcançar a essência das realidades; é um defeito ou uma falha de nossa percepção sensorial ou intelectual.
O Grupo DOC
O coletivo DOC (desordem obssessiva compulsiva) nasceu em 2005 da união de quatro artistas do Rio de Janeiro - Isabel Lofgren, Marco Antonio Portela, Mauro Bandeira e Patricia Gouvêa - que possuem repertórios diversos, mas que juntos se propõem a lançar ações e provocações afetuosas dentro do circuito de arte contemporânea. O grupo DOC organiza suas ações em espaços de exposição oficiais ou alternativos.
A Arte 21 Galeria apresenta a segunda edição de sua exposição “N Múltiplos”, com trabalhos de 23 artistas plásticos consagrados e outros de carreira mais recente, selecionados pela curadora Ligia Canongia. Participam da exposição Eduardo Sued, Daniel Feingold, Paulo Jares, Paulo Vivacqua, Niura Bellavinha, Thiago Rocha Pitta, Leda Catunda, Nuno Ramos, Mário Cravo Neto, Ronaldo Grossman, José Damasceno, Antonio Dias, Ernesto Neto, Luiz Zerbini, Roberto Cabot, José Pedro Croft, Carlos Vergara, Georg Dokoupil, Jac Leirner, Laura Vinci, Waltercio Caldas, Mariana Manhães e Maria Carmem Perlingeiro. A primeira edição da mostra foi realizada em novembro do ano passado, com grande sucesso de público e crítica. Dos trabalhos apresentados, alguns são inéditos e foram feitos especialmente para a exposição.
A idéia da exposição é discutir o “múltiplo” como uma possibilidade de socialização da arte, tornando a produção artística mais acessível, ao mesmo tempo em que amplia sua divulgação na sociedade, facilitando a formação de novos colecionadores. A multiplicidade da obra de arte remonta ao surgimento da gravura e, portanto, em tempos bem distantes dos processos industriais de reprodução, que difundiram em escala mundial os produtos da arte e suas imagens. Nos Estados Unidos, por exemplo, nos anos 1960/70, chegou-se a produzir industrialmente múltiplos com tiragens que atingiam dez mil exemplares.
Os múltiplos apresentados nesta exposição, entretanto, mantêm o espírito da gravura, na medida em que têm pequenas tiragens, “protegendo-se da voracidade do mercado e da vulgarização da imagem”, observa a curadora da mostra. Ela acrescenta: “Quando o artista assume a produção de um objeto multiplicável, sua visão é bem maior e mais nobre do que a mera rendição a condições de mercado. Entra em jogo, nesse momento, uma postura crítica ao sistema exclusivista da obra única, e um movimento determinado em direção à democratização da arte. Produzir um múltiplo sempre será uma tentativa de alargar a circulação do objeto artístico, e ampliar sua penetração no tecido social”.
A curadora diz ainda que “o múltiplo não equipara a obra de arte a uma mercadoria banal, nem desvaloriza a integridade e o valor poético da imagem. O artista, por sua vez, não pretende que a penetração pública de seus múltiplos seja equivalente à circulação dos produtos vulgares e meramente funcionais. A escala não é a mesma. Contudo, essa consciência da multiplicação, e dos objetivos sociais a ela inerentes, é um trunfo indiscutível do conceito e do processo de produção da obra múltipla, em si mesmo, e pela natureza do gênero, um processo político”.
A idéia do múltiplo acrescenta, de imediato, aos aspectos estéticos da obra, uma motivação política.
Quando o artista assume a produção de um objeto multiplicável, sua visão é bem maior e mais nobre do que a mera rendição a condições de mercado. Entra em jogo, nesse momento, uma postura crítica ao sistema exclusivista da obra única, e um movimento determinado em direção à democratização da arte. Produzir um múltiplo sempre será uma tentativa de alargar a circulação do objeto artístico, e ampliar sua penetração no tecido social.
Existe, portanto, no conceito de múltiplo, a idéia de interferir nos padrões da tradição clássica, que previa no estatuto do original suas próprias funções fetichistas e ritualísticas.
Eternizado ao longo de séculos, o objeto original foi abalado na modernidade, com o advento das técnicas mecânicas reprodutíveis. Um novo espírito, associado a uma nova era, funcionalista, começava a dar sinais de que a máquina traria benefícios libertadores para a arte, em relação às amarras que a ligavam ao Belo convencional. A mecânica moderna conspirava em favor da conciliação da arte com a técnica, e de sua separação progressiva da estética clássica e contemplativa.
Gêneros multiplicáveis por natureza, como a fotografia e o cinema, e mais tarde o vídeo, adentraram o período contemporâneo como veículos experimentais de grande impacto e oportunidade. Com o intuito de dinamizar a estaticidade da pintura de cavalete e das massas volumétricas da escultura tradicional, os artistas da vanguarda histórica canalizaram as descobertas das novas mídias para um campo ampliado de ação, cujos procedimentos e transformações materiais confluíram para o alargamento da própria percepção.
As técnicas reprodutíveis e cinemáticas chegaram para ficar, e sua sedimentação na contemporaneidade é sinal de que a dinâmica de suas linguagens se ajustou com perfeição às perspectivas virtuais e voláteis de nossa época. E, nesse panorama, o fator “tiragem” tornou-se um atributo indispensável e um regulador de circulação. Entre uma obra de arte realizada em fotografia, som, vídeo ou dvd, e outras que ainda guardam parentesco com a tradição, como gravuras, pinturas e objetos, não existe mais muita diferença em relação ao mercado, desde que assumido o caráter da tiragem múltipla.
Nas novas condições do circuito, tanto um escultor quanto um artista-fotógrafo pode fazer três peças iguais e ainda assim, serem consideradas originais. Acima dessa quantidade, a obra entra para a designação de múltiplo, e sua capacidade de penetração social será tanto maior quanto mais for acrescida sua tiragem e, em conseqüência, diminuído seu preço.
O aumento da tiragem, portanto, é um plus na consciência política da obra, e os artistas estão cientes da importância de classes menos abastadas terem acesso a seus trabalhos.
Não se trata aqui de falar do teor político que uma obra já contenha em sua própria significação simbólica, como muitas obras de Cildo Meireles, de Artur Barrio ou Antonio Dias, mas de se observar como, através da ampliação de tiragem - uma simples operação objetiva, o artista pode elevar seu trabalho a um nível politizado. O múltiplo não equipara a obra de arte a uma mercadoria banal, nem desvaloriza a integridade e o valor poético da imagem. O artista, por sua vez, não pretende que a penetração pública de seus múltiplos seja equivalente à circulação dos produtos vulgares e meramente funcionais. A escala não é a mesma. Contudo, essa consciência da multiplicação, e dos objetivos sociais a ela inerentes, é um trunfo indiscutível do conceito e do processo de produção da obra múltipla, em si mesmo, e pela natureza do gênero, um processo político.